8.7.09

Estamos na era de infornação

Realmente, a internet mudou tudo. Ontem, enquanto trabalhava, pude assistir ao “showneral” de Michael Jackson. Não me interesso tanto por isso como fã, mas sim como alguém que vive em uma época maluca, em que a informação é muito rápida e nem sempre certeira.
Aos “quase 30”, vivi exatamente o período de transição dos meios analógicos para os digitais. Na minha época de faculdade tive apenas uma disciplina relacionada à internet, “Novas Tecnologias”, onde estudávamos muita teoria sobre o assunto. De resto, muito sobre revista e jornal impresso. Hoje, eu espero que os cursos sejam diferentes. Naquela época ainda não havia orkut, youtube e twitter. O MSN estava começando a substituir o ICQ e blogs não eram muito conhecidos.
Hoje, acho uma maravilha poder assistir a tudo que acontece mesmo sem estar em casa na frente da televisão, além de poder pesquisar vídeos e ter acesso a uma série de informações que antes eram impensáveis.
Há pouco tempo fiz esse blog, mas ainda não consigo me organizar para postar com frequência. Preciso de tempo para escrever, encontrar as melhores palavras e organizar as ideias que, eu garanto, não faltam. Estão todas anotadas no caderninho que fica dentro da bolsa, nos post-its pregados pela parede do quarto, em um arquivo no computador do trabalho e outro no computador de casa. Nada de smartphones para organizá-las esteja onde estiver.
Agora, quando eu decido me dedicar ao blog, faço uma divulgação em massa para uma pequena dezena de amigos, surge o twitter com sua velocidade incrível, seus microposts e disputa por seguidores. Eu fiz um perfil para tentar entender como funciona mas nunca postei nada. E, acreditem se quiser, tenho seguidores.
Socorro!

1.7.09

Por acaso eco

Estou longe de ser uma militante ecológica. Vá lá que nunca fui de jogar papel na rua, sair derrubando árvores por aí, desperdiçar água na hora do banho, entre outras coisinhas. Por outro lado, também nunca fui de ficar perguntando se a roupa que compro é feita com mão de obra escrava, se a alface é produzida com muito agrotóxico, ou se o algodão da camiseta foi plantado em área desmatada. Então, acho que fica elas por elas.
Acontece que ultimamente me peguei tendo pequenas atitudes “eco” que muito me agradaram. Foi meio sem querer, mais por necessidade do que por consciência. Começou com o lixo de todo dia. Como o prédio tem uma lixeira para o orgânico e outra para o reciclável, aos pouquinhos me acostumei a separar plásticos, papéis, vidros etc. Daí que hoje em dia é uma tortura se tiver que jogar o pote de iogurte no lixo comum (às vezes acontece).
Na última semana, fui fazer umas comprinhas de última hora no supermercado perto do trabalho e recusei as sacolas plásticas porque tinha levado de pano que facilitaria a minha vida na hora de carregar as compras até em casa. Daí que agora não quero mais sacolas plásticas no supermercado (só que, não raro, esqueço de levar a minha sacola de pano). Sem contar as pilhas que estão todas guardadas em casa para, algum dia, eu encontrar um lugar onde colocá-las. Será que estou começando a me tornar uma pessoa mais “eco”?

24.6.09

O Diploma

Não dá para ficar de fora da discussão sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista. Mas admito que não tenho uma opinião muito clara contra ou a favor. De fato, não acredito que é a faculdade que forma bons jornalistas. Assim como acredito que não é somente a faculdade que forma bons advogados, médicos, arquitetos, engenheiros, tradutores ou professores. Concordo com quem diz que a redação é capaz de ensinar os truques e técnicas para um bom jornalista. A única coisa sobre a qual não tenho dúvida é de que a graduação é fundamental para quem quer exercer a profissão. É inadmissível dizer que “qualquer um pode ser jornalista”. Não caiamos no discurso do autodidata. Formação é importante e ponto. Ainda mais para jornalistas.
Li várias comentários sobre o assunto, de jornalistas formados e não formados, e acho que, na hora de analisar, falta tomar cuidado com uma coisa: jornalismo não é simplesmente dizer o que pensa. É saber informar.

22.6.09

O que o povo quer?

Outro dia, a discussão na aula de inglês foi sobre jornalismo. Desacreditada da imprensa brasileira, a professora disse que acha a nossa mídia muito sensacionalista. Um outro aluno disse apenas que a mídia dá ao povo o que o povo quer. Eu sei que um crime na capa de um jornal vende horrores. E que jornais e revistas são empresas privadas que não pensam somente na informação, mas também no lucro.
Sei que revistas de fofoca são muito compradas, mas acho uma tremenda irresponsabilidade dizer que apenas “oferecem o que o povo quer”. Será que as pessoas realmente querem somente isso? Será que elas não se interessam por um outro tipo de informação?
Há algum tempo fui ao Sesc Itaquera assistir a um concerto da Orchestre des Champs-Elysées ao ar livre e com entrada gratuita. Era uma tarde de sol e eu duvido que dentre as centenas de pessoas que estavam ali, sentadas no gramado no maior estilo parisiense, sem fazer barulhos extras ou aplaudir na hora errada, a maioria era entendida em música erudita e vinda de regiões ditas mais nobres da cidade. Aposto que a maioria era da zona leste mesmo, uma região conhecida como violenta e sem cultura.
Diante desse quadro, eu fico pensando: será que se oferecessemos um ponto a mais de qualidade a situação não poderia ser diferente? Eu concordo que temos um problema grave na educação brasileira, mas acho que podemos criar pequenas sementes se mudarmos a nossa própria mentalidade.

18.6.09

Intimidade

Talvez eu esteja errada, mas acho que release é um texto para conter informações que norteiam os jornalistas, sem nenhum tipo de "literatice". O fato é que o contrário é o que mais acontece. Eu, pessoalmente, não gosto. Mas que chama a atenção, chama.
A última pérola que recebi foi um release falando sobre o lançamento de um perfume. A introdução da jornalista foi a seguinte: "Qual o seu desejo mais íntimo? O meu, não vou contar não..." Ainda bem, né? Afinal, a notícia é o perfume ou o jornalista?

Obviedades

Cena 1
Você sai de casa, consegue entrar no primeiro metrô que chega na plataforma, mas quando vai fazer a baldeação a outra linha está com problemas e lá se vai mais de uma hora do seu dia. Pega o ônibus e, felizmente, a marginal está tranqüila. Resultado: 2h para chegar ao trabalho.

Cena 2
Você sai de casa e precisa esperar 40 minutos na plataforma para conseguir entrar no metrô. Fica mais 40 minutos dentro do trem lotado. O resto do trajeto de uma hora e meia vai “tranquilamente”. Resultado: 2h para chegar ao trabalho.

Cena 3
Você sai de casa, gasta apenas meia-hora no metrô, mas a marginal Tietê está completamente parada por causa de um acidente na marginal Pinheiros. Resultado: 2h para chegar ao trabalho.

Cena 4
Você sai de casa, entra no primeiro metrô que passa e ainda consegue se sentar. Demora 20 minutos em um trajeto de meia-hora, pega o ônibus e a marginal está completamente livre. Acredite: você está trabalhando no feriadão!

3.6.09

Blogueira de plantão

Ok,ok. Sei que não sou muito assídua por aqui, mas ainda assim me arrisco a ter outro blog. O Guia da Memória Musical Brasileira é um espaço que criei para dividir com quem gosta os textos que escrevi sobre acervos de música brasileira em 2002, e para começar a escrever novos textos sobre o assunto. São textos mais longos, que exigem um pouco mais de paciência mas que, modestamente, valem a pena. Aos poucos, vou postar também reportagens que garimpo em jornais e revistas.
Espero vocês por !

26.5.09

Casa Cor sustentável?

No último sábado, passei o dia na Casa Cor (mostra de decoração que acontece em São Paulo) fazendo matéria para a revista em que trabalho. Neste ano, o mote do evento é a sustentabilidade (o que, aliás, não tem nada de novidade, já que quase todos os eventos de decoração fazem esse apelo). O que me pergunto é: como falar em sustentabilidade se eles entregam a nós, jornalistas, uma pasta com 33 folhas de papel contendo releases? Levando-se em conta que isso foi distribuído para todos que participaram do evento de sábado (sinceramente, pelo número de pessoas que tinha por lá eu chutaria mais de 500), imagine quantas árvores "não" foram poupadas? Sem contar os vários outros releases que recebemos de cada um dos arquitetos e patrocinadores. Eu, pelo menos, voltei para casa com duas sacolas grandes e abarrotadas de papéis. A coleta seletiva do meu prédio deve ter agradecido!
Além de tudo isso, nós, pobres jornalistas, fomos obrigados a passar o sábado carregando uma sacola (ou melhor, duas ou mais) super pesada nos ombros durante todo o período de permanência na Casa Cor (no meu caso cerca de quatro horas e meia). Não está na hora de disponibilizarem tudo pela internet? Ou em CD? Ou em DVD? Ou, no mínimo, entregarem esse material aos jornalistas no final do evento?