14.5.09
O “meu” rímel
Em São Paulo não há nada mais comum do que ver mulheres se maquiando no metrô, no ônibus, na sala de espera do médico ou dentro do táxi. Eu, de vez em quando, faço o meu make-up básico de todo dia dentro do ônibus que me leva para Alphaville. Dia desses, depois de terminar a maquiagem, ouvi um barulho no chão e vi algo rolando. Quando olhei mais atentamente percebi que era o “meu” rímel que tinha ido parar do outro lado, embaixo do banco de um rapaz que estava dormindo. Meio sem graça, não quis levantar para ir pegar. Pensei: “quando o ônibus parar, ou se o cara der uma olhadinha para o lado, eu falo para ele”. Mas nenhuma das duas coisas aconteceu. Eu só via o rímel paradinho lá no canto. De repente, em uma curva, o vidro se vai sabe-se lá para onde. Perdi o “maldito” de vista. Por fim, desisti e relaxei, já sabendo que teria de comprar um novo. Eis que, de olho fechado, percebo alguma coisa bater no meu pé. Adivinha? Era o “meu” rímel, que, depois de mais uma curva, havia voltado para casa.
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