Nome, idade, signo, cidade onde nasceu, de quem você gosta?, ser velho é... Quem nunca respondeu essas perguntas, cuidadosamente escritas em um caderno de 100 folhas, quando estava na escola? O famoso caderno de perguntas era um sucesso. Causava ansiedade no dono (que ficava esperando as respostas, principalmente quando sabia que ele iria cair nas mãos do menino de que se gostava) e também em quem respondia. O melhor era ser um dos últimos a responder, porque aí você podia ler o que todo mundo tinha escrito. Lembro-me de levar cadernos das amigas para casa e ficar horas me divertindo.
Acontecia mais ou menos o que acontece hoje no Orkut. As suas respostas formavam o seu profile, com informações pessoais (e você podia deixar algumas perguntas em branco, como se faz na internet). A rede de amigos era todo mundo que tinha acesso ao caderno, ou seja, somente convidados. E também tinha os que só liam as respostas (os fuçadores que queriam bisbilhotar a vida alheia) e os que escreviam. Os depoimentos eram daqueles que respondiam a perguntas como: "o que você acha do dono desse caderno?" ou "deixe uma mensagem para o dono do caderno". Depois que todo mundo tinha respondido, o caderno ficava passano de mão em mão, para que todos os colegas pudessem ler. Tudo bem que o alcance da brincadeira era bem menor do que no Orkut e não permitia reencontros entre pessoas que não se vêem há anos. Mas quer prova melhor de que nesse mundo nada se cria, tudo se copia!
10.6.08
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2 comentários:
Muito interessante! Mas em que época isso acontecia? Não me lembro desse tipo de brincadeiras de infancia!
descobri seu blog por acaso e achei muito bom. =D
Marina, seja bem-vinda! Esse blog ainda é um bebê, então, se gostou, ajude a divulgá-lo!
Quanto aos cadernos de perguntas, conheci na minha adolescência, no começo dos anos 90. Morava no interior, mas sei que aqui em São Paulo tbem era comum. Outro dia esse foi o assunto da hora do almoço com os colegas de trabalho.Bjs
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