31.3.08

Vaidade e sossego

A praia tem um poder que poucas pessoas ou lugares têm: diminuir a vaidade feminina. Na verdade não chega a diminuir, mas a transformar. Com os pés na areia pouco importa o salto alto ou aquela blusa nova linda e maravilhosa que você não pode ficar sem. Ali, pertinho do mar, sinto que as coisas ganham outra dimensão e, por que não, outros valores. É claro que há aquelas mulheres que não descem do salto nem na beira da praia e se vestem de grife do shampoo ao esmalte. Mas, no geral, estar próximo do mar é suficiente.

Da última vez que estive na praia só andei de chinelo e sandália baixa. Coloquei vestidos, coisa que não faço no dia-a-dia, saí do mar e não fui correndo passar creme no cabelo, deixei o esmalte amarelar nas unhas e não tive vontade de tirá-lo com os dentes.

Às vezes fico me perguntando o que fazemos nessa selva de pedra, procurando um sapato novo a cada esquina. É inegável que uma roupa e um sapato novo nos dão prazer. Mas não parece assim suficiente. Sinto falta de alguma coisa... E não é que é justamente daquilo que consigo na beira da praia, onde os sapatos pouco importam: sossego.....

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